28 de jun. de 2010

Vivendo e não aprendendo

Mais uma vez meço minha vida pelos planos que fiz. E essa semana confesso que me vi totalmente sem rumo. Tudo começou quarta-feira de manhã, quando fui acordada por um telefonema que desejaria não ter recebido nunca, avisando-me sobre a perda de uma queridíssima colega. Mas queridíssima mesmo, dessas pessoas que vc se apaixona de graça. Apenas 18 aninhos, linda, uma das pessoas mais felizes que eu já conheci. A maior lástima do ano, talvez. Ocorreu-me também diversos problemas que me fizeram chorar de preocupação. Mas isso aqui não é um sessão de terapia, afinal.
Então ponho-me a pensar, como pode ser a vida tão frágil? Ela não tem razão, não há tempo determinado, é indomável, perigosa e totalmente imprevisível. E dizemos que tivemos experiências, que aprendemos, que queremos algo e estamos prontos. Mas é mentira. Nunca estamos prontos totalmente. Não sabemos lidar com relacionamentos, com pessoas que tanto conhecemos, com elogios, com críticas, problemas, a morte, mesmo que já a tenhamos presenciado.
Nós apenas sobrevivemos. Seguimos o fluxo de acordo com o que podemos aguentar. Nós envelhecemos, ficamos mais sérios ou risonhos (depende de quem), mais sozinhos (alguns de nós encontram pessoas para dividir a solidão), vamos absorvendo de tudo um pouco que passamos, perdemos a fragilidade, a inocência da descoberta. Isso não quer dizer que aprendemos a lidar com a situação, quer dizer que sabemos o tamanho do fardo que podemos aguentar e que não importa agora, mas daqui a um tempo estaremos salvos. Sãos já não garanto.
Mas pra não dizer que não fui feliz, pelo menos durante as muitas quedas, perdas e danos, eu amei.
Eu amei a mim, meus amigos, meus irmãos, minhas músicas, minhas viagens, as pessoas que conheci, os lugares onde dormi, os copos que eu quebrei, até os casos de um dia só. Amei por alguns momentos a Ju, e que o paraíso a tenha plena em suas felicidades. Amei a tudo e a todos que viveram em mim. Agora só me falta perdoar os inimigos e dissolver meus ódios. Mas isso, já é pedir demais pra alguém amalucada como eu.

P.

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