Ando meio indignada com a forma que a as pessoas se condicionam a "se moldar". Não adianta, o tempo passa e eu ainda não entendo a falta de opinião própria. Observo com grande frequência as pessoas nas ruas, vivendo como se já fossem antigos e sábios. Conformados, apagados, enganados, sempre mais ou menos. A sociedade te encaminha à estrada mais próxima, como quando somos levados por uma multidão, sem escapatória, sem possibilidade de seguir um caminho oposto. E você faz o que ela quer. Segue a "profissão do momento", faz a faculdade que está em alta no marcado de trabalho, mora no bairro no qual a elite determina ser o melhor. Faz tudo o que eles querem. E pensa "Bem, pelo o que dizem, é o melhor."
Discordo, acredito que o meu melhor não é o seu melhor. E todos nós somos peças chaves, indispensáveis e potêncialmente independentes para o funcionamento da engrenagem da sociedade. Cada um deve fazer o que quer, o que sabe. É uma tristeza todos nós perdermos 18 anos de nossas vidas presos em instituições que nos moldam para esse comportamento robótico. É maior tristeza que ninguém percebe isso, e ninguém se manifesta. Não estou falando que sou contra a escola ou outros sistemas de educação, ao contrário. Acredito que a educação é a salvação desse mundo pútrido. Reclamo sobre a falta de individualidade, falta de luz. Recomendo que não só aprendam ou engulam a teoria em nossos cadernos (como faz a maioria). Mas lanço um desafio, que apliquem tudo na prática. Apliquem a geografia política, sociologia e história na conclusão das crises de hoje. Entendam e resolvam. Desejo que busquem na física e biologia o entendimento da natureza e suas leis, seja curioso, admire, proteja. Nas exatas, calcule as probabilidades da vida. O planejamento é o primeiro passo pra se realizar sonhos. E faça-se pensar, seja um alguém. Não importa se seu cargo ou casa é de luxo, mas importa a diferença que se faz na sociedade. Qualquer passo pra frente, até mesmo o abandono, é uma transcedência.
P.
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