A vida passa em um piscar de olhos. Em alguns meses, podem se passar anos. Você nasce e renasce a cada cinco anos, a cada uma década, a cada dia. Você vê, lê, ouve e descobre a vida. Descobre o certo, o errado, o possível, o conveniente. Vai às ruas e briga, acredita e grita. Às vezes consegue, outras vezes não. Volta pra casa, se decepciona, chora, volta a se redescobrir. Renasce, uma ou duas vezes. Se for na Alemanha, você volta às ruas, mesmo que discreto. Se for no Rio, você bebe umas e põe na conta do prefeito.
“Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade”
P.
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