21 de ago. de 2010

O básico do nada

À que ponto chegamos no destino do Brasil? Ou a quanto tempo paramos com o lento avanço no Brasil?
As duas perguntas acima têm o mesmo sentido. É extremamente decepcionante e desanimadora a atual situação do povo brasileiro. E o pior é que seria quase impossível acharmos uma situação viável para o fim de todos os problemas, ou pelo menos os básicos. Mas o problema está justamente aí. Sempre no básico.
O brasileiro já é conformado com sua situação. Fica feliz com qualquer miséria que recebe. Miséria de salário, miséria de reconhecimento, de trabalho, de comida, educação, miséria de alma, evolução. E se há uma grande corrupção entre os políticos, cabe ao povo reivindicar seus direitos, seus deveres, principalmente, sua qualidade de vida. Esses tipos de movimentos são ruins para o avanço de produção do país, mas para quem avança tão pouco em tanto tempo, mais um tempo estagnado por uma boa causa, é mais que justo.
Por outro lado, é impossível que a maioria dos brasileiros tenha uma consciência política, consciência sobre o que recebe e o que deve oferecer ao país, se adquirimos essse pensamento somente com o conhecimento, com a educação e a maioria do país ainda é a classe mais pobre, mal formada e alfabetizada. E assim segue um ciclo vicioso. O povo não sabe de nada, não briga por nada e o governo que não fornece educação e não é cobrado, também não faz nada. E o Brasil não avança, não se educa, não eleva os padrões, não pensa no futuro, não erradica nenhum dos seus problemas, não acontece nada. Nem em um processo lento, nem rápido. E se esse ritmo de vida continuar, o que infelizmente parece acontecer, nenhum problema será erradicado. A fome continuará, a desigualdade social, a mortalidade infantil, a formação do crime organizado, o fraco sistema de segurança, de educação pública, de saúde pública e a alienação sobre todos eles. O país continuará vivendo com o básico da miséria, da sobrevivência, durante os próximos quatro, ou dez, ou cinquenta anos.

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