21 de jan. de 2010

Nexo zero!

De uns tempos pra cá, uma idéia fixa realmente tem tirado meu sono, e deixado mil dúvidas em meu pensamento. O que há com geração atual que os faz tãos alienados a realidade?
Não é muito digno criticar acidamente a geração a qual nós pertencemos na verdade. Porém é impossível que tal fato passe desapercebido pelos olhos atentos e reflexivos que ainda pairam por aí. Como pode ter essa geração atual a característica de libertinos e ao mesmo tempo inertes ao julgamento de sentido de suas vidas.
Pode-se perceber agora que as crianças que brincam nas ruas, desde os seus 9 ou 10 anos já pensam em "quem namora quem" ou pior, em levar o estilo de vida de um descarado "moleque piranha". Subindo um pouco a faixa etária, dos 15 aos 20 anos, as festas que frequentam esses jovens são de fins unicamente sexuais. E os destaques da noite são aqueles que beberam mais ou "pegaram" mais. E a disputa é acirrada. Nós que olhamos todo esse circo pelo lado de fora nos perguntamos: Porque? Pra que isso?
Nossos queridos antepassados durante a década de 60 lutaram muito pela liberdade de expressão e escolha na vida. Revolucionaram a vida das mulheres, dos negros, dos gays. Libertaram uma enorme corrente que calava a voz de milhares de pessoas. Porém com o passar do tempo, a descendência desses pacifistas decepcionaram o conceito que com muita luta, nos deixaram. Ultrapassaram o limite do racional. E hoje querem divertir-se, independentemente do conceito do ato, afundando cada vez mais em uma lama de podridão.
Por fim, acho mesmo que falta o tesão! Como no trabalho, as pessoas que sentem prazer em faze-lo, sempre são bem sucedidas em suas carreiras. Sua motivação é o tesão. O que não acontece em relação ao comportamento da geração atual. O maior problema é a falta de objetividade, falta de nexo, de reflexão. Se ao menos as pessoas fizessem todo esse circo com o mínimo se sensatez e prazer, não seriam considerados tão indignos. Se realmente tomassem posse de suas vidas e pensassem: "O que me faz feliz?", "Quem sou?", "Qual é o meu talento?". Talvez não agiriam de maneira tão boçal, talvez a vida seria mais fácil, talvez até prestariamos mais atenção às pessoas ao redor. Mas a alienação, a padronização social e até mesmo o entretenimento destinado à essa massa que não pensa por si só, aproveita apenas aquilo que já lhes é oferecido mastigado, pronto para ser desfrutado e mal utilizado, ainda é o que na verdade impera em nossa volta.
Agora pense você. O que quer da sua vida?
P.

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